Consultoria
Tripé da eficiência
As três dimensões ESG podem contribuir para a perenidade dos negócios no ramo da alimentação fora do lar
Alexandre Magalhães
Ter paixão por cozinha não é motivo suficiente para imaginar-se bem-sucedido no ramo da alimentação. Longe disso. Para chamar a atenção do cliente e torná-lo assíduo, quem planeja dedicar-se à atividade deve também atender a uma série de pré-requisitos que, abarcados sob a sigla ESG (que, em português, significa, ambiental, social e governança), se tornaram indispensáveis à obtenção de bons resultados.
Não à toa, o tema integra a programação de um conteúdo disponível na plataforma Sebrae Play. O curso “Mais lucro, menos custo: a receita certa para negócios da alimentação”, com duração de quatro horas, pode ser assistido gratuitamente, a qualquer tempo, e dá direito a um certificado que pode ser exibido pelo estabelecimento como uma prova de compromisso com a adoção de boas práticas.
O curso faz parte das iniciativas do Prepara Gastronomia, programa do Sebrae Minas que aprimora e impulsiona empreendimentos de alimentação fora do lar, como bares, restaurantes, lanchonetes, cafeterias, entre outros.
Ações concretas
Usar água e energia elétrica com responsabilidade, assim como comprar bem e controlar o estoque, são algumas ações que possibilitam reduzir despesas e os impactos ambientais dos negócios. Substituir embalagens pouco ecológicas por opções recicláveis/ biodegradáveis, por sua vez, abre a oportunidade de informar ao consumidor que o estabelecimento se preocupa com a preservação do planeta.
Crédito: Pexels
No que diz respeito ao aspecto social, valorizar a cultura alimentar do território em que o estabelecimento atua também pode atrair simpatia. Além disso, manter uma relação ética com fornecedores traz segurança quanto à qualidade dos insumos, conferindo regularidade às entregas. E ofertar aos colaboradores condições de trabalho dignas e seguras – sem se esquecer de que cozinhas são locais quentes, que concentram riscos e exigem escalas longas – resulta em ganho de produtividade e constitui um instrumento efetivo de combate à rotatividade da mão de obra.
Já o aspecto da governança é um dos tópicos mais sensíveis para o ramo alimentício, tendo em vista a necessidade de observar regras legais rígidas, relacionadas à segurança alimentar. Isso exige que todos os procedimentos, da compra de insumos ao atendimento ao público, sejam muito bem descritos.
“Se tomo decisões baseadas em dados e mantenho uma comunicação efetiva e transparente com fornecedores, colaboradores e o cliente a quem atendo, estou usando o ESG como uma ferramenta de negócio e minha chance de obter resultados concretos é real”, observa a analista do Sebrae Minas Simone Lopes, gestora estadual do programa Prepara Gastronomia, iniciativa destinada a impulsionar empreendimentos dedicados à alimentação fora do lar, cuja estratégia se baseia justamente nos três pilares representados pela sigla ESG.
No curso
O curso “Mais lucro, menos custo: a receita certa para negócios da alimentação”, divide-se em dois módulos: “Inteligência ESG para negócios de alimentação” e “Os quatro sistemas de gestão para negócios de alimentação”. Ambos são compostos por cinco aulas com cerca de dez minutos de duração cada uma e, no caso do segundo módulo, o empreendedor ainda tem acesso a vídeos curtos e a ferramentas que podem ser baixadas e adaptadas a cada estabelecimento.
“A atividade possibilita que o interessado planeje o próprio negócio com base nas dimensões ESG, ao ter contato com experiências concretas de outros empreendedores que já as utilizam, cujas visões são compartilhadas ao longo das aulas”, detalha a analista do Sebrae Minas. A ideia é que, depois de assisti-las, o empreendedor esteja capacitado, por exemplo, a dimensionar todos os custos relacionados ao processo produtivo, da compra de insumos ao prato na mesa do cliente – condição essencial à previsibilidade e à precificação.
Planeje seu negócio
Confira as dimensões ESG e experiências bem-sucedidas no curso.
